ORIGEM ESOTÉRICA DO TAROT

 


ORIGEM ESOTÉRICA DO TAROT

Eliphas Levi diz: "... durante o sono, a alma mergulhada na luz astral, vê os reflexos de seus pensamentos mais secretos e mesmo de seus pressentimentos; ...que a arte de traduzir os hieróglifos do sonho é a chave da lucidez universal, porque todos os seres inteligentes têm revelações em sonhos.

Supõe-se que este é o alfabeto hieróglifo de que Moisés fez o grande segredo de sua Cabalah, tendo aprendido dos egípcios e que ensinado aos hebreus; porque segundo o Sepher Ha Yesirah ela vinha de Abraão: este alfabeto, dizemos nós, é o Livro de Thot, que Court de Gebelin suspeitou ser conservado até hoje sob a forma deste jogo de cartas que se chama Tarot.

 Consta que o Tarot que temos hoje é de origem judaica e os seus tipos de figuras remontam além do reino de Carlos XII. O jogo de cartas de Jacquemin Gringonneur é o primeiro Tarot que conhecemos, mas os símbolos que ele reproduz são da mais alta antiguidade. Mas, é preciso se fazer lembrar, ser muito prudente para saber servir-se de um instrumento de Ciência e de razão.

Lendo no livro sagrado de Moisés a história original do gênero humano, há a descrição do paraíso terrestre. No centro se acham duas Árvores que representam a Ciência e a Vida, a sabedoria e a criação. Ao redor da Árvore da Ciência enrola-se a serpente de Asclépio e de Hermes: ao pé da Árvore estão o homem e a mulher, a inteligência e o amor. A serpente símbolo do jogo central da Terra. O Tarot está diretamente relacionado com a Árvore da Ciência e principalmente com o símbolo da serpente.

 

 Estes cartões pintados de figuras incompreensíveis e que são (ninguém o duvide) o resumo monumental de todas as revelações do antigo mundo, e chave dos hieróglifos egípcios, as clavículas de Salomão, as escrituras primitivas de Enoque e de Hermes (Eliphas Levi, “História da Magia”).

 

 Segundo Levi a palavra Tarot se compõe das letras sagradas do monograma de Constantino, um "rô" grego cruzado por um "tô" entre o alfa e o ômega." (A Chave dos Grandes Mistérios).

Ele nos ensina que:

O sábio Court de Gebelin foi o primeiro que adivinhou a importância do Tarot, a grande chave dos hieróglifos hieráticos. Encontram-se os símbolos e os números nas profecias de Ezequiel e de São João. A Bíblia é um livro inspirado, porém o Tarot é inspirador.

A Bíblia deu ao homem dois nomes. O primeiro é Adão, que significa saído da terra ou, homem de terra; o segundo nome é Enos ou Henoch, que significa homem divino ou elevado até Deus.

Segundo o Gênese, Enos foi o primeiro que dedicou homenagem pública ao princípio dos seres, o qual, segundo se diz, foi elevado aos céus, depois de ter gravado, nas duas pedras que se denominavam as colunas de Henoch, os elementos primitivos da religião e da Ciência Universal.

Henoch não é uma personagem, mas uma personificação da humanidade elevada ao sentimento da imortalidade pela Religião e Ciência.

O gênio civilizador que os hebreus personificaram em Henoch foi chamado Trismegistos pelos egípcios, Kadmos ou Cadmus pelos gregos.

Court de Gebelin vislumbrou nas vinte e duas chaves do Tarot, a representação dos mistérios egípcios, atribuindo sua invenção a Hermes, ou Mercúrio Trismegistos, que foi chamado também Thout ou Thoth. É certo que os hieróglifos do Tarot se encontram nos antigos monumentos do Egito; é certo que os signos deste livro, traçados sinóticos ou em tabelas ou lâminas metálicas, assemelham-se às inscrições isíacas de Bembo (essas inscrições eram feitas em lâminas de cobre e representavam os mistérios de Isis e da maior parte das divindades egípcias) reproduzidas separadamente e em pedras gravadas ou em medalhas, convertidas posteriormente em amuletos e talismãs.

Os três Tarots antigos eram feitos de medalhas que depois serviam de talismãs. As clavetas ou pequenas chaves de Salomão eram compostas por trinta e seis talismãs, tendo setenta e duas estampas semelhantes às figuras hieroglíficas do Tarot.

Os únicos manuscritos deles são os que mostram a série dos trinta e seis talismãs com os setenta e dois nomes misteriosos (Eliphas Levi, “As Origens da Cabala”).

 

A Alta Ciência compreende duas coisas: o verbo e a obra.

A Ciência dos símbolos inicia a Ciência da palavra (verbo).

A Ciência da luz e do fogo é o segredo das obras.

A Ciência dos símbolos é a Cabala.

A Ciência da luz é a magia; a Ciência do fogo é o hermetismo.

A Ciência dos símbolos inicia a Ciência das letras.

 

   As letras são ideias absolutas.

   As ideias absolutas são os números.

   Os números são os símbolos perfeitos.

 

 

Unindo-se as ideias aos números pode-se operar as ideias como sobre os números e chegar às matemáticas da verdade.

O Tarot é a chave das letras e dos números; os trinta e seis talismãs são a chave do Tarot.

O texto explicativo dos talismãs, das letras, dos números e do Tarot é o Sepher Yesirah (Eliphas Levi, “Curso de Filosofia Oculta”).

 

Francisco Valdomiro Lorenz nos diz:

"Qabbalah" é a tradição oculta ou esotérica dos Hebreus (a palavra Cabalah significa transmitir ou receber, literalmente quer dizer "recibo"). Conforme afirmam os rabinos, Enoque a ensinou ao patriarca Abraão e este a transmitiu oralmente a seus filhos e netos. Os livros fundamentais em que se acha exposta são os livros de Moisés, o pentateuco, ou Torah, como nomeado pelos israelitas, ou os cinco primeiro livros do Velho Testamento como nomeado pelos católicos.

O grande libertador dos israelitas, que tinha penetrado no Santuário do Egito e fora iniciado em seus mistérios, escreveu os seus livros em estilo simbólico, servindo-se da língua egípcia (simbólica).

Alberto Cousté em seu livro "Tarot" diz:

"Atribui-se a Court de Gebelin, em sua obra monumental ´Le Monde Primitif´ (1781), a primeira descrição escrita do jogo de Tarot. Ele assegura que o Tarot seria nada menos que o único livro sobrevivente das dispersas bibliotecas egípcias".

Etteilla, reconstrutor de um Tarot galante e arbitrário (que teve a sorte de tornar-se o naipe favorito dos adivinhos) se converteu em “papa da cartomancia”, exorbitou as presunções de Gebelin em números escritos e proclamou o Tarot como sendo o livro mais antigo do mundo, obra pessoal de Hermes-Thot na remota infância da humanidade.

Matila C. Ghyka refaz a cronologia dessa fabulosa personagem greco-egípcia, "senhor das palavras divinas", que desempenhara um papel importante na mitologia ocultista. Durante a criação condensou em palavras a vontade da Potência criadora, incógnita e invisível.

Platão relata a tradição egípcia segundo a qual Thot foi também o inventor da lógica, da aritmética, da geometria, do xadrez e da escrita. Pode-se dizer também que Thot‚ o deus da razão, do número e do verbo, e como Hermes, Mestre psíquico de cerimônias aparece já na Odisseia, na qualidade de mensageiro das almas. Da fusão destas duas divindades, comprovadas por Heródoto, veremos nascer uma nova entidade, que às vezes será um deus, às vezes será demônio grego ou super-homem legendário e mago em qualquer caso.

Christian (“Histoire de la Magie”, 1854) arriscou-se um passo além, imaginando as cerimônias de iniciação no templo de Mênfis, que teriam sido presididas pelos 22 arcanos, cada um dos quais equivalendo a uma chave de revelações. Com a ruína faraônica, esse compêndio de conhecimentos supremos teria passado para os pitagóricos, que por sua vez o legaram aos alquimistas.

O sábio cabalista Gafarel, um dos magos da corte do Cardeal Richelieu, teria provado que “os antigos pontífices de Israel” liam as respostas da Providência nos oráculos dos Tarot, a que chamavam Théraph ou Théraphins. Quando da destruição do templo, no ano 70, a lembrança dos Théraphins originais acompanhou o povo escolhido no seu exílio e seu simbolismo -- embora não as suas formas - se transmitiu pela tradição oral durante séculos. Os cabalistas espanhóis teriam reconstruído as tabuinhas, em um momento que poderia ser localizado ao redor do século XIII.

Para Roger Caillois nosso baralho descende do naipe islâmico e do chinês que por sua vez seriam herdeiros do Desavatara hindu. O Desavatara que pode ser encontrado ainda na Índia contemporânea. Ele se compõe de dez séries ou naipes de doze cartas cada um, correspondentes às dez encarnações ou avatares de Vishnu e ilustradas com seus símbolos.

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