OS ARCANOS MENORES
OS ARCANOS MENORES
Para a formação dos Arcanos Menores, aliados às dez
Emanações originais, consideramos as quatro vibrações originais que formaram os
quatro elementos ou quatro mundos. Estas quatro vibrações originais são
simbolizadas pelas figuras da Rainha ou Dama, Valete, Rei e Cavaleiro sendo que
o Ás vale 1 (um).
A interpretação das figuras é a seguinte:
REI-
Representação do Pai, do fundador dos povos e do poder gerador. No plano
iniciático é aquele que concluiu o caminho, o
Guru ou Instrutor e pode ser relacionado com o “Ermitão”.
Tem analogia com o Sol e com Júpiter. O rei ‚ o
grau mais elevado da evolução ou grandeza de uma espécie.
O modelo do proto-herói, a representação do homem estelar; o Adan Kadmon, levando sua potencialidade extrema o desenvolvimento
da carnalidade.
Como Adão ‚ também é metáfora transparente do Pai, do
fundador dos povos, do poder gerador. Relaciona-se com o ouro entre os metais e
com sua dignidade outorga-lhe sempre o grau mais elevado da evolução ou
grandeza de uma espécie. A coroa, seu elemento característico, ‚símbolo universal da realização, da obra concluída, da
dignidade intransferível e supõe a
culminação da trajetória individual em busca da identidade. Autoridade civil e
religiosa, obediência, hierarquia, Lei, corresponde a Paus.
RAINHA - Num primeiro nível representa a Mãe. Reúne a
significação dos Arcanos A Grande Sacerdotisa, A Imperatriz, A Justiça, A Força
e a Lua.
No plano iniciático, representa as diversas etapas da via
lunar e úmida. Seu simbolismo se relaciona com a série de Copas, e, contudo,
que se refere à ânfora, ao recipiente que contém, a capacidade feminina de concepção, o desenvolvimento
interno do concebido. Por analogia, associa-se A Lua, à Vênus
e à Prata. É a Eva Paradisíaca, mas também a
Lilith das tradições talmúdicas, e a æsis (deusa) dos mistérios. Virgindade,
atração sexual, proteção, mar.
PRINCESA – É a filha do Rei, esposa ou amiga do Cavaleiro. A
adolescência com sua ingenuidade e insegurança, mas segura de um futuro
promissor. Guarda relação com o naipe de Ouros.
PAGEM/VALETE – Jovialidade e fraqueza, apesar de estar
inserido na realeza. Inocência. Seu simbolismo básico é o de filho, num sentido
estático e de mensageiro ou peregrino, num sentido dinâmico. É o que soluciona
os conflitos emanados das outras três figuras e, por contraposição, o grau
inicial da via iniciática. Relaciona-se com O Mago, O Enforcado e O Louco
(segundo outras correntes a O Mago, O Enforcado e O Mundo). Produto. O amor e a
luta entre o pai e a mãe se realizam e continuam nele.
O Valete (ou Pajem), como o próprio nome sugere, pode ser
entendido como o ajudante, aquele que presta serviços pessoais. Serviçal real.
CAVALEIRO- O símbolo do cavaleiro está concretamente
vinculado ao ritual das ordens da cavalaria medievais. Relaciona-se com os
Arcanos "O Enamorado” e “O Carro" e, no plano iniciático, corresponde
ao período dos trabalhos e dos esforços concretos para a Realização.
Psicologicamente, refere-se aos estados intermediários,
entre o mundo material, espiritual e transmutatórios, presentes na fase
transformadora da Grande Obra Alquímica.
A Ordem dos Templários à qual está vinculada, foi fundada
sob os muros de Jerusalém em 1118 próximo ao período do surgimento do Tarot.
Num sentido mais geral pode-se dizer que o simbolismo da cavalgadura está
sempre relacionado com o intermediário entre o mundo inferior ou terrestre e o
Logos ou Espírito que prevalece sobre a matéria, representado pelo Cavaleiro
(cavalo = Júpiter). O amante, o namorado, o filho mais velho.

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